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não verdades - apenas hipóteses interessantes
 


Som e Fúria

Som e Fúria foi um grande acontecimento na televisão neste ano, ainda que os índices de audiência não tenham colaborado. Mas deixemos o Ibope para os marketeiros e vamos falar do lado artístico que é realmente importante. A qualidade da produção atingiu um patamar elevado tanto pela atuação dos atores como pela organização dinâmica e inteligente da narrativa ao unir o plano das peças a serem encenadas com a vida fora do palco de modo sutil e antenado com os problemas da arte numa era de intensa preocupação com sua comercialização. Especialmente os capítulos até a estreia do Hamlet foram espetaculares. Gosto de destacar o capítulo antes da estreia, com a crise do protagonista, maravilhosamente interpretado pelo jovem Daniel de Oliveira, como o melhor desta temporada (por sinal, espero que o plano de continuar a minissérie não seja modificado pelos índices de audiência) . Depois, achei que houve uma perda da consistência narrativa pela proliferação de núcleos temáticos, nem todos bem interligados. Talvez a falta de tempo deve ter estimulado tal problema. Principalmente os núcleos do Romeu e Julieta e o da peça brasileira podiam ser explorados mais. Apesar de ocorrer na vida teatral a preparação da montagem de duas ou mais peças ao mesmo tempo, creio que na minissérie isso impediu um bom desenvolvimento da relação da temática das mesmas com o cotidiano dos atores como ocorreu nos episódios relativos à montagem do Hamlet. Contudo, não creio que encerrar a minissérie após o sucesso do Hamlet seria o ideal, afinal havia muitas pontas temáticas em aberto (como financiar o teatro sem sua prostituição, como o Dante iria se livrar do fantasma e assumir sua própria visão artística, problematizar a relação do casal principal evitando um happy end pouco adequado para uma produção relacionada com tragédias shakespearianas, etc.). Apesar dessa pequena ressalva, como um todo, o resultado final foi muito acima da média normal da dramaturgia na televisão, evidenciando que o veículo não é o problema e sim o modo como é comumente usado.



Escrito por Kleber Pereira dos Santos às 12h37
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Ainda estou em casa. Quando se está trabalhando, a idéia de ficar em casa é muito atraente, mas nessa situação de desemprego, contas chegando, dinheiro sumindo do extrato bancário, mesmo acordar tarde fica com certo gosto desagradável. Pois bem, continuo na mesma, parado. Estou procurando, já fui em várias entrevistas e afins. Só nessa semana estive na Berrini, na Luz, em Itaim Paulista. Nesse período já rodei por Santo Amaro, Moema, Santa Cruz, Butantã, São Miguel. Nada de emprego, mas pelo menos está servindo pra conhecer a cidade...rs. Pior é o desrespeito de alguns entrevistadores e empresas de RH. Nessa semana até achei que estava quase empregado. Era um cargo não muito interessante, mas não posso escolher muito, atualmente. Fiz entrevistas e testes na sede da empresa num dia: tudo ok. No outro dia, recomendado fui para o local onde seria exercida a função para uma conversa com os coordenadores do setor. Em cinco minutos fui dispensado porque a vaga não me era adequada por um detalhe que dava pra ter sido verificado até por telefone!!! Custava a selecionadora do RH da sede ter buscado informações adequadas sobre a vaga para não fazer os candidatos perderem seu tempo e dinheiro em viagens inúteis pela cidade? Hoje, em outra oportunidade de emprego, fui participar de uma entrevista, debaixo de uma chuvinha chata e fria, e a mulher teve a cara de pau de falar que ela tinha sido desmarcada: "Você não recebeu o aviso?". Deveria ter dito: "Recebi, é que eu gosto de passear várias horas à toa, de ônibus, em dias chuvosos"...rs. Creio que os funcionários dos departamentos pessoais e mesmo os chefes (quando a seleção é direta, em empresas menores) deveriam lembrar do tempo em que buscaram suas colocações atuais e demonstrarem mais consideração para com as pessoas que estão procurando emprego. Mas é pedir demais do ser humano, dispensar uma tão boa oportunidade de pisar nos demais.

 



Escrito por Kleber Pereira dos Santos às 18h17
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